Olá caros leitores! Hoje aconteceu uma situação que está relacionada ao último post que publiquei. Daí resolvi fazer um estudo do caso, a fim de ilustrar melhor as façanhas que podemos permitir ou não que o tempo faça conosco. Desta forma, poderemos verificar o quanto a nossa opnião sobre os fatos pode ser diferente de acordo com o que aproveitamos de nossa vida.
Primeiramente, é necessário que o leitor entenda alguns termos que utilizarei para contar o caso:
Casa do Alemão - Restaurante localizado à beira da estrada, próximo à entrada do bairro Quitandinha na cidade de Petrópolis;
Quitandinha - Bairro da cidade de Petrópolis;
BNH - Atualmente, trata-se por BNH um conjunto de prédios residenciais. Para entender melhor o significado da sigla veja BNH.
O caso: Hoje pela manhã eu e meu irmão entramos em um ônibus para ir para o trabalho. Na metade do caminho, uma senhora entra e senta no banco ao lado do banco onde estávamos. Ela pergunta ao meu irmão se o ônibus passa próximo à Casa do Alemão, pois não sabe ler. Meu irmão responde que não, que o ônibus subiria ao lado do BNH do Quitandinha. Ela responde então que não há problema, pois poderia descer próximo ao BNH e pegar outro ônibus.
Daí em diante a senhora começou a falar sobre sua vida. Que não era de Petrópolis, que estava sozinha e trabalhava próximo à Casa do Alemão. Seus filhos haviam à abandonado, não mandavam sequer R$1,00. Ela morava em um barraco que foi deixada por algum parente para ela. Neste momento eu e meu irmão já não aguentávamos tantas reclamações sobre a vida.
Esta senhora carregava uma sacola cheia de bananas. Virou para o meu irmão e disse que estava levando as bananas para seu empregador, mas que era pra vender. Ela não daria às bananas, pois eram muito pesadas pra ela carregar e não ganhar nada. Nesse momento acho que percebeu que seu assunto não interessava a mim e a meu irmão. Ficou calada o restante da viagem, mas já havia dito o bastante para que nós pudessemos refletir sobre suas palavras.
Podemos até estar errados, mas esta senhora tem o jeito típico de quem utilizou seu tempo para agradar aos outros durante sua vida, esperando que as pessoas fizessem o mesmo por ela. Em seu caso, como na maioria dos casos, não foi o que realmente aconteceu. Esse deve ser o motivo pelo qual ela renega a existência dos filhos. Amargurada, em vez de falar sobre os pontos positivos de sua vida, fez questão de criticar tudo.
Verifiquemos então a história por outro ângulo. Uma senhora seguramente com mais de 65 anos (ela entrou sem pagar passagem, daí posso afirmar isto como fato), que consegue se manter sozinha e possui um lugar para morar. Ela ainda tem disposição para trabalhar. Consegue superar facilmente o fato de não saber ler. Todos estes pontos poderiam ter sido vistos de forma positiva por ela, mas não foi o que aconteceu. Se eu e meu irmão, que passamos somente alguns poucos minutos ouvindo ela falar, já estávamos cansados de ouvir tantas reclamações, imagine a família dela. Não tiro a razão deles se afastarem, afinal, eles também necessitam fazer o que é bom para eles. A individualidade é sempre algo importante, mesmo quando pensamos em relação aos pais.
Que conclusão podemos tirar deste caso, caro leitor? Pois bem, vejamos que, quanto mais nos amamos, quanto mais organizamos nosso tempo por nós mesmos, mais seremos felizes. Quanto mais satisfeitos estivermos com nossa própria existência, menos necessitaremos de esmolas de tempo de outros indivíduos e mais os outros terão prazer em compartilhar seu tempo conosco. Ame a si mesmo, para depois poder amar ao próximo. Isso fará seu amor muito mais sólido e eficaz.
Quanto à senhora do ônibus, espero que ela seja mais positiva em suas conversas. Pois, se nenhuma das impressões que tive sobre os comentários dela são verdadeiras, tenho a certeza de que seus assuntos (pelo menos naquele momento do dia) foram extremamente chatos e cansativos.
Verifiquem que outras observações interessantes podem ser feitos em relação a esta história, mas deixo isso pra vocês leitores, gosto que participem, afinal o blog é nosso!
Quanto aos comentários do último post, só deu tempo para o Jeferson comentar. Agradeço muito à ele pela força que tem dado ao nosso blog. Suas opniões (inclusive sobre frases do texto) mostram que os posts tem conseguido transmitir tudo à que eles se propõem. Muito obrigada mesmo!
Aguardo novos comentários de todos que puderem. Abraços e até o próximo post!
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Um comentário:
Coitada da velhinha!
Espero não ficar assim!
Mas bem que conheço muita gente desse jeito e ainda não tão idoso!
Fujo deles...E me alertem se eu estiver indo por esse caminho!
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